10 razões para ir a Almada

10 razões para ir a Almada

Sugestões ‘fora de portas´ para o 34.º Festival de Almada

  • 'Golem'
     'Golem'
  • 'Hedda Gabler'
     'Hedda Gabler'
  • 'História do Cerco de Lisboa'
     'História do Cerco de Lisboa'
  • 'Operários'
     'Operários'
  • 'Sonho de Uma Noite de Verão'
     'Sonho de Uma Noite de Verão'

Todos os anos, em julho, o Festival marca a agenda cultural de Almada e Lisboa, com o melhor das artes performativas nacionais e internacionais do momento. Nesta edição de 2017, cinco espetáculos vêm a Lisboa [ver artigo relacionado], e os restantes acontecem na cidade a sul do Tejo que, uma vez mais, se afirma como a grande capital do Teatro entre 4 e 18 de julho.
 
Para que não diga que não o avisámos, deixamos 10 razões para cruzar o rio e ir viver o Festival de Almada em sua própria casa.
 

  • HEDDA GABLER
  • Visjoner Teater (Noruega)
  • Não é uma estreia no Festival, mas é a razão primordial para uma visita à Casa da Cerca por estes dias – ou não fosse este magnifico espaço, com uma das mais belas vistas sobre Lisboa, transformado na casa de Hedda Gabler. Distinguido pelo público na passada edição como Espetáculo de Honra, o clássico de Ibsen, segundo a visão da norueguesa Juni Dahr, destina-se a uma “lotação intima”, permitindo a cada espetador viver intensamente os dramas das suas pungentes personagens, num face a face com os atores. De 5 a 7 de julho, às 15h e às 19h.
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  • HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA
  • ACTA – A Companhia de Teatro do algarve, Companhia de Teatro de lamada, Companhia de Teatro de Braga e Teatro dos Aloés (Portugal)  
  • O revisor Raimundo encontra-se com o “criador” José Saramago nesta adaptação à cena do romance homónimo do Nobel da Literatura português. Sob direção do encenador espanhol (e globetrotter) Ignacio Garcia, quatro companhias de teatro independente portuguesas debruçam-se nesta criação sobre os meandros da criação literária. No elenco pontuam nomes como os de Ana Bustorff e Luís Vicente. Para ver no Teatro Municipal Joaquim Benite, a 5 e 6 de julho.
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  • OPERÁRIOS
  • Útero (Portugal)
  • No ano em que celebram 20 anos de palcos, e depois do merecido sucesso de O Duelo, a Associação Cultural Útero, liderada por Miguel Moreira e Romeu Runa, estreia no Festival uma homenagem aos trabalhadores fabris da Lisnave. Um espetáculo que Moreira considera evocar todos os operários que, tal como os artistas, “pensam o Mundo na sua imensa fragilidade e força de transformação”. No Teatro-Estúdio António Assunção, de 5 a 9 de julho.
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  • MOÇAMBIQUE
  • Mala Voadora (Portugal)
  • Quem não viu deveria ter visto, e eis agora uma (quem sabe, última) oportunidade! Jorge Andrade lembra que, quando tinha oito ou nove anos, uma tia de Moçambique, assolada por uma tragédia familiar, propôs à sua mãe que a deixasse adotá-lo. A partir deste episódio “verídico”, o autor e encenador propõe uma realidade alternativa, baseada no pressuposto de que a proposta teria sido aceite. Assim, ao invés de uma vida no teatro, Andrade seria hoje um latifundiário moçambicano dedicado à cultura do tomate. O espetáculo, vencedor do Prémio de Teatro da SPA em 2016, sobe ao palco da Escola D. António da Costa a 6 de julho.
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  • RICARDO III ESTÁ PROIBIDO
  • Teatrul National Cluj-Napoca (Roménia)
  • Autor sensação na Roménia pós-Ceaușescu, Matei Visniec (de quem a Companhia de Teatro de Almada encenou recentemente Migrantes) surge no Festival com uma perturbante peça “histórica” que tem como protagonista o encenador russo Vsevolod Meyerhold. Para além da figura deste “revolucionário do palco” e sua mulher, a peça cruza em cena personagens tenebrosas, como Estaline ou o Ricardo III de Shakespeare. A encenação é de Razvan Muresan. No Teatro Municipal Joaquim Benite, de 11 a 13 de julho.
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  • GOLEM
  • 1927 (Inglaterra)
  • Estreia em Portugal da companhia sensação do teatro inglês da atualidade. Com texto e encenação de Suzanne Andrade, Golem é uma distopia contemporânea sobre um homem que cria um ser de barro para trabalhar para si. Segundo o jornal The Stage é um dos espetáculos “tecnicamente mais inovadores e visualmente espantosos que já vimos em palco”. A 12 e 13 de julho, no Teatro Municipal Joaquim Benite.
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  • UMA ILHA FLUTUANTE
  • Theater Basel/ Théâtre Vidy-Lausanne (Suiça)
  • O suíço Christoph Marthaler regressa ao Festival com um espetáculo inspirado na peça La poudre aux yeaux de Eugéne Labische. Como é habitual nas suas criações, o teatro, a música e a ópera são os ingredientes desta deliciosa “ilha flutuante” (apreciada sobremesa que terá o equivalente nas ‘nossas’ farófias) onde se ridiculariza o mundo de aparências das famílias burguesas. A não perder, no Teatro Muncipal Joaquim Benite, a 16 e 17 de julho.
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  • O NOVÍSSIMO TEATRO PORTUGUÊS
  • São cinco espetáculos assinados por valores emergentes que, nalguns casos, são absolutas certezas do teatro feito em Portugal. Ricardo Neves-Neves e o Teatro do Elétrico (Karl Valentin Kabarett), o Teatro da Cidade (Topografia), John Romão e os alunos finalistas da Escola Superior de Teatro e Cinema (Primeira Imagem), Alexandre Tavares e Anouschka Freitas (Por nascer uma puta não acaba a Primavera) e Ricardo Boléo (A Morte do Príncipe) estreiam, ou repõem, espetáculos ilustrativos do talento de uma nova geração de autores e artistas que reivindicam o seu lugar próprio. A 15 de julho, na Casa da Cerca, o jornalista do Expresso João Carneiro modera um encontro alargado entre estes, e outros, jovens criadores.
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  • ANTÓNIO LAGARTO: CENOGRAFIAS E FIGURINOS
  • Figura homenageada desta 34.ª edição, António Lagarto é objeto de uma exposição na Escola D. António da Costa. A obra multifacetada deste histórico do teatro português (que se estreou, em 1978, com Ricardo Pais), não inclui apenas figurinos e cenários; a versatilidade e o talento de Lagarto impôs-se também na fotografia, na arquitetura de interior, no design ou na ilustração. Em complemento à exposição de carreira, o artista criou, especialmente para o Festival, uma instalação inspirada no mito clássico de Narciso. De 4 a 18 de julho.
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  • SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
  • Voadora (Espanha)
  • A encerrar o Festival, eis um Shakespeare em modo queer. Os provocativos Voadora regressam a Almada (há dois anos apresentaram A Tempestade) preparados para, como manda a tradição no que toca a esta companhia galega, dividir o público entre os que amam e os que odeiam. Como advertência, é bom ter em conta que neste ambiente pop e sem filtros de espécie alguma, o teatro de repertório é só mesmo o ponto de partida. Para confirmar a 18 de julho.

[textos de Frederico Bernardino]

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