Christiane Jatahy

Christiane Jatahy

Artista na Cidade 2018

Autora, encenadora e realizadora brasileira, Christiane Jatahy sucede a Anne Teresa De Keersmaeker, Tim Etchells e Faustin Linyekula, em mais uma edição da bienal Artista na Cidade. Entre maio e novembro deste ano, em Lisboa, são apresentadas as suas obras mais relevantes e que a inscreveram já como uma das mais relevantes criadoras do teatro contemporâneo.

Christiane Jatahy é autora, diretora de teatro e cineasta. Formada em teatro, jornalismo e com pós-graduação em Arte e Filosofia. Desde 2003 que os seus trabalhos dialogam com distintas áreas artísticas. Em teatro escreveu e dirigiu algumas peças que transitavam entre as fronteiras da realidade e da ficção, do ator e da personagem, do teatro e do audiovisual. Foram elas: Foram elas: Conjugado, A Falta que nos Move ou Todas as Histórias são Ficção e Corte Seco. Realizou o filme A Falta que nos Move, filmado em 13 horas contínuas, sem cortes, por três câmaras na mão. O material foi editado e hoje é uma longa-metragem e também uma performance cinematográfica que viajou por festivais de cinema nacionais e internacionais e permaneceu 12 semanas em cartaz  nos cinemas brasileiros. O material bruto do filme também foi exibido em três telas de cinema, durante 13 horas numa performance cinematográfica na Galeria de Arte do Parque Lage. Dirigiu em Londres o projeto In the Comfort of Your Home, um documentário-vídeo-instalação com performances de 30 artistas brasileiros em casas inglesas.Atualmente está em digressão com Julia, adaptação e direção da obra Menina Júlia, de Strindberg. Julia é uma mistura de teatro e cinema ao vivo. A peça/filme foi apresentada nos principais festivais de teatro europeus e esteve em cartaz no CentQuatre em 2012. Com esse espetáculo ganhou, em 2013, o Prémio Shell de Melhor Direção.

Em 2013, desenvolveu o projeto de instalação audiovisual e documentário Utopia.doc, em Paris, Frankfurt e São Paulo. Estreou, em 2014, no Espaço Sesc, E se Elas Fossem para Moscou?, a partir de As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, uma peça e um filme simultâneos mostrados em dois espaços diferentes. Ganhou, em 2015, com esse trabalho, os prémios Shell, Questão de Critica e APTR no Brasil. E se Elas Fossem para Moscou? continua em digressão por festivais na Europa e nos Estados Unidos e esteve em cartaz no Teatro La Colline durante três semanas.

Em 2016, fechando a trilogia iniciada com Julia, Christiane Jatahy criou A Floresta que Anda, uma livre adaptação de Macbeth, que mistura documentário, performance e cinema ao vivo. Em 2017, a convite da Comedie Française, criou para a Salle Richelieu o espetáculo A Regra do Jogo, baseado no filme de Jean Renoir. Nesse mesmo ano, criou o projeto Moving People, na Alemanha, que fala do atual sistema capitalista, imigrantes e refugiados e também, a convite do Thalia Teater, o espetáculo Na Solidão dos Campos de Algodão, de Bernard-Marie Koltes. Atualmente, Christiane Jatahy é artista associada do Odeon Theatre d’Europe, do Le CentQuatre e do Theatre National Wallonie-Bruxelles.

Alguns festivais internacionais em que participou: Kunstenfestivaldesarts, Wiener Festwochen, Zurcher Theater Spektakel, Temps d’Images -CentQuatre Paris, Holland Festival, Bienal de Veneza, Rotterdam de Keuze Festival, Noordezon Festival, Mousonturm, Hau Hebbel Berlin, La Bâtie – Festival de Genève, Festival Automne en Normandie, Miadi Levi Slovenia, On the Boards – Seattle, Red Cats – Los Angeles, Temporada Alta Girona, Alkantara Festival Lisboa, Centro Dramático Nacional – Madrid, Thalia Theater – Hamburgo, Tempo Festival, Cena Contemporânea Brasília, Fiac Salvador, Porto Alegre em Cena, MIT São Paulo.

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