Do Bairro da Encarnação a Olivais Antigo

Do Bairro da Encarnação a Olivais Antigo

Itinerários de Lisboa

  • Antigo Quartel dos Bombeiros da Encarnação
     Antigo Quartel dos Bombeiros da Encarnação
  • Mercado da Encarnação Sul
     Mercado da Encarnação Sul
  • Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense
     Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense
  • Praça Viscondessa dos Olivais
     Praça Viscondessa dos Olivais
  • Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais
     Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais

Das antigas quintas e campos em volta de Lisboa, nasceu uma nova cidade com bairros e áreas residenciais bem diferenciadas. Para conhecer num itinerário que nos leva numa viagem ao núcleo mais antigo da zona da Encarnação e Olivais.

Um resquício do aqueduto da antiga Quinta de São João da Panasqueira, em terrenos que haviam sido expropriados por Duarte Pacheco, que tinha tido a “visão” de expandir a cidade por altura do Estado Novo, é o ponto de partida para este itinerário pelo Bairro da Encarnação, até à parte antiga dos Olivais.

Com uma toponímia muito clara, definida por bairros e células de prédios separados, e não em  banda ao longo das ruas, e inspirado nos bairros ingleses do pós-guerra e na Carta de Atenas, o Bairro dos Olivais Norte foi o primeiro a ser construído, marcando a estética da zona. Corria o ano de 1959 quando, no seguimento do Plano de Pormenor do Gabinete de Estudos de Urbanização de 1955 a 1958, a primeira urbanização viu a luz do dia, seguindo o conceito urbanístico de bairro integrado: habitação, comércio e serviços.

Percorrendo as ruas do bairro ainda se podem apreciar alguns edifícios notáveis, de que são exemplo a Escola Primária n.º175, um conjunto habitacional na Rua Sargento José Paulo dos Santos, do arquiteto António Pinto Freitas, ou o edifício de habitação com tipologia social, da autoria dos arquitetos Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas, que em 1967 foi distinguido com um Prémio Valmor.

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  • Visto do céu, o bairro tem
  • a aparência de uma enorme borboleta
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Localizado na Rua Circular Norte, o Mercado da Encarnação Norte marca o início do Bairro da Encarnação. Da autoria de Paulino Montez, este bairro, cujo nome tem origem numa antiga ermida ali localizada, inseriu-se no contexto de edificação da “casa portuguesa”, destinadas a famílias, a rendas controladas, determinada por Oliveira Salazar. Visto do céu, o bairro tem a aparência de uma enorme borboleta, mas quem o percorre pode constatar a simetria das escolas primárias, as diferentes tipologias das casas geminadas, os estreitos arruamentos ou as praças circulares em cada extremo.
 
Resultado da fusão de três colectividades existentes na mesma área, a constituição da ADCEO – Associação Desportiva e Cultural da Encarnação e Olivais, em 1990, é um dos exemplos da “política” seguida na altura de dar vida própria aos bairros. Ainda hoje, a associação dedica a sua atividade à ocupação de tempos livres dos jovens, sobretudo da área de jurisdição da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais. A Escola Básica Paulino Montez, o antigo quartel de bombeiros que servia o aeroporto e o bairro, a igreja da paróquia do Bairro da Encarnação, dedicada a Santo Eugénio, são outros dos locais da história do bairro que permanecem atuais.
 
Para muitos a alma do bairro, a SFUCO - Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, é outro dos pontos-chave deste itinerário. A sua história remonta a 1886, constituindo-se como a mais antiga Banda de Lisboa.
 
Daqui rumamos em direção à Quinta da Fonte do Anjo, uma construção pombalina que se integra num complexo rústico, constituído por diversas dependências que se organizam em torno de um pátio, ainda hoje habitada. Apesar da fachada estar datada de 1762, a referência mais antiga à Quinta remonta a 1384, encontrando-se classificada como Imóvel de Interesse Público.
 
Já no limite nascente da freguesia dos Olivais, podemos apreciar a Praça Viscondessa dos Olivais, local igualmente classificado como Imóvel de Interesse Público. Definida por uma série de edifícios construídos entre os séculos XVII e XIX, destacam-se o antigo asilo-escola da Viscondessa, a Casa dos Almadas, a Quinta de Santo António da Boiça e a Quinta dos Buracos, bem como o coreto e o chafariz e, um pouco mais adiante, a Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais e o cruzeiro colocado no adro, local onde termina este itinerário.

[texto de Sara Simões | fotografias de Humberto Mouco/CML-ACL]
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PRÓXIMAS DATAS:
7 DE FEVEREIRO, 10 DE MARÇO, 4 DE ABRIL, 20 DE JUNHO E 5 DE JULHO
Marcação prévia e informações: T .218 170 742 | 
lisboa.cultural@cm-lisboa.pt
Preço: 3,69€ (bilhete simples) e 6,15€ (bilhete duplo) 

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