Lisboa Dance Festival chega ao Beato

Lisboa Dance Festival chega ao Beato

Terceira edição em março

O Hub Criativo do Beato foi o local escolhido para receber mais uma edição do Lisboa Dance Festival (LDF), que decorre a 9 e 10 de março. O antigo complexo fabril do exército tem sido palco de vários eventos nas áreas da tecnologia, inovação e indústrias criativas. O espaço, de reconhecido valor industrial e arquitetónico, pode bem vir a ser um dos maiores pólos de empreendedorismo e inovação a nível europeu.

A Live Experiences é a entidade promotora de mais uma edição do LDF. Para Pedro Trigueiro, da organização, a escolha do espaço é motivo de regozijo: “estamos muito felizes por termos sido pioneiros ao escolher o Hub Criativo do Beato. Dá-nos uma arrogância boa por estarmos a criar algo novo, num espaço novo, numa movida nova de Lisboa”. De facto, o Hub Criativo do Beato parece ter sido feito a pensar neste tipo de evento. Ao longo de dois dias, o melhor da música eletrónica nacional e internacional vai passar por aqui. São seis espaços do complexo que o festival vai poder usar: Armazém, Grillas, Varanda, Pastelaria, Fabrica do Pão e Sala dos Fornos. Cada uma destas áreas irá permitir criar diferentes ambientes para receber os novos artistas, sempre celebrando a música eletrónica.

E o que é que o público vai poder ver e ouvir nesta edição? Dia 9 de março estão confirmados os seguintes nomes: Nao, Octave One, Monoloc, Romare, Leon Vynehall, Optimo/Xinobi, Max Graef, Rastronaut, GPU Panic, Dupplo, Dj Glue, Shaka Lion, Dj Marfox e Miguel Torga.  Para dia 10 de março as confirmações são: Nosaj Thing, Joe Goddard, Midland, Steffi, Truncate, Mirror People, Prins Thomas, Moomin, Saoirse Bawrut, Pedro, Mvria, Ramboiage, Dj Kitten, Paraguaii, Antonio Bastos, Himan.

Mas nem só de música pura e dura vive o LDF. Há também conversas e debates. Para já, estão previstas três: Marcas na música: como equilibrar interesses artísticos e comerciais no presente?; LX: uma cidade que dança com turistas, e Lisbon is the new what? Como é que Lisboa é vista de fora?. Entre os vários oradores encontram-se Branko, Vítor Belanciano (jornal Público) ou Luís Oliveira (Antena3). Esta edição traz ainda uma novidade: a BoCA – Biennial of Contemporary Arts associa-se ao LDF alargando o festival para as artes plásticas e performance. Com direção artística de John Romão, a primeira obra a ser revelada é uma vídeo-instalação de Dellsperger, Body Double 35, uma colaboração entre o artista plástico Brice Dellsperger e o performer e bailarino François Chaignaud. O bilhete diário custa 30€, mas há passes a vários preços, consoante a data em que forem adquiridos.

Depois da LX Factory ter acolhido as duas primeiras edições, é tempo de mudar de cenário. Para Karla Campos, da organização, a mudança de localização foi uma lufada de ar fresco para o festival: “este lado da cidade é extraordinário: fresco, leve e aberto e tem este lado antigo e industrial”. Uma aposta ganha? A julgar pela visita feita à imprensa, arriscamo-nos a dizer que sim. 

[por Filipa Santos]

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Música › Espetáculos
9 e 10 mar/18
Tv. da Manutenção Militar, 118
Lisboa

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