O FIMFA Lx chega à maioridade

O FIMFA Lx chega à maioridade

O festival completa 18 edições

  • Os franceses Les Antliaclastes e 'La Valse des Hommelettes' (D. Maria II, 17 a 19 de maio)
     Os franceses Les Antliaclastes e 'La Valse des Hommelettes' (D. Maria II, 17 a 19 de maio)
  • 'Je brasse de l’air' é a nova criação de Magali Rousseau (São Luiz, 11 a 13 de maio)
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  • Ali Moini em 'Man Anam Ke Rostam Bovad Paklavan' (Maria Matos, 15 e 16 de maio)
     Ali Moini em 'Man Anam Ke Rostam Bovad Paklavan' (Maria Matos, 15 e 16 de maio)
  • A Tarumba comemora 25 anos, e Rute Ribeiro e Luís Vieira apresentam mais um FIMFA Lx
     A Tarumba comemora 25 anos, e Rute Ribeiro e Luís Vieira apresentam mais um FIMFA Lx

No ano em que A Tarumba completa 25 anos de existência, o FIMFA Lx-Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas chega à sua 18.ª edição. Apesar do clima de incerteza que se vive na criação artística em Portugal, Luís Vieira e Rute Ribeiro prometem mostrar, entre 3 e 20 de maio, algum do melhor teatro de marionetas contemporâneo que se faz por esse mundo fora.

Liberdade, risco e experimentação são três características definidoras daquilo que tem sido o trabalho de divulgação proposto pelo FIMFA Lx a cada ano. E, até parece que foi ontem, que os fundadores d’ A Tarumba, Rute Ribeiro e Luís Vieira, decidiram colocar Lisboa no mapa dos grandes acontecimentos do teatro de marionetas mundial. O certo é que esta é já a 18.ª edição!

No FIMFA Lx ' 18, “a imagem serve de mote inspirador para a exploração” da linguagem da marioneta e das formas animadas “em todas as suas vertentes, desde projeções de vídeo a manipulação em tempo real”. As várias propostas artísticas apresentadas partem da linguagem do teatro de marionetas contemporâneo para a ligarem ao vídeo e ao cinema, ao teatro e à dança, às artes plásticas e à música.
 
Logo a abrir este FIMFA, a reputada companhia espanhola Agrupacíon Señor Serrano apresenta um espetáculo multimédia, com vídeo em direto, que propõe estabelecer um olhar sobre o famoso filme de Hitchcock Os Pássaros através da manipulação de objetos. Simultaneamente, Birdie faz, “com humor, sentido crítico e compromisso com o ser humano”, um paralelismo entre aquela obra do cineasta britânico com o drama das migrações.
 
Ainda sobre o signo do cinema, a proposta que encerra esta edição “mistura Shakespeare com Hitchcock” (Vertigo é apontado como uma das referências). Os norte-americanos Manual Cinema, aclamado grupo de Chicago, juntam em Ada/Ava mais de 400 marionetas, “retroprojetores vintage, múltiplos ecrãs, marionetas de sombras, atores, câmaras, música ao vivo, técnicas cinematográficas e de som inovadoras”, numa experiência gótica a lembrar (até porque o espetáculo não usa a palavra) a época de ouro do cinema mudo.
 
A relação entre a marioneta e outros universos artísticos surge plasmada noutras grandes propostas desta edição. Da ligação entre teatro e o cinema documental, os belgas BERLIN oferecem, em Zvidal, um retrato poético, a partir de uma investigação no terreno, de um casal que se recusou a abandonar a sua aldeia após o desastre de Chernobyl. Da relação com a dança, surge Man Anam Ke Rostam Bovad Paklavan do coreografo e bailarino iraniano Ali Moini. E com a literatura, a incursão em Kafka do Teatro de Marionetas do Porto, a celebrar 30 anos de existência, com Arcano.
 
De igual riqueza e multidisciplinariedade, de França chega Je brasse de l’air, dos L’Insolite Mécanique, e o último trabalho do norte-americano Patrick Sims com a companhia Antliaclastes, La Valse des Hommelettes. Vindos de Israel, Amit Drori regressa ao FIMFA com o surpreendente Monkeys, e Ariel Doron surge com o seu teatro de objetos em Plastic Monsters.
 
Incontornável nesta edição, o regresso a Lisboa do francês Renaud Herbin que, com a companhia Ljubliana Puppet Theatre, apresenta Open the Owl, um curioso diálogo contemporâneo com a tradição eslovena da pequena marioneta. Para isso, o talentoso encenador recorreu ao espólio histórico da companhia e dá, através do vídeo e de outras ferramentas digitais, uma nova vida a um conjunto de marionetas criadas por Milan Klemencic para uma peça de repertório, estreada em 1936.

Pelos palcos de Lisboa, mais concretamente pelos teatros municipais São Luiz e Maria Matos, Teatro Taborda, Teatro do Bairro e Teatro Nacional D. Maria II, passarão também criações das companhias Thalias Kompagnons (Alemanha) e Plunge Boom (Reino Unido). O FIMFA Lx'18 inclui ainda uma programação paralela de cinema (na Cinemateca Portuguesa) e workshops. 
 
[por Frederico Bernardino]

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