O que vamos ver em 2017

O que vamos ver em 2017

18 escolhas da Redação

  • 'iTMOi In the Mind of Igor'no Teatro Camões
     'iTMOi In the Mind of Igor'no Teatro Camões
  • 'José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno' na Gulbenkian
     'José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno' na Gulbenkian
  • 'Disney on Ice: Frozen – O Reino do Gelo' no MEO Arena
     'Disney on Ice: Frozen – O Reino do Gelo' no MEO Arena
  • 'São Jorge' de Marco Martins estreia, em março, nos cinemas
     'São Jorge' de Marco Martins estreia, em março, nos cinemas

Contrariamente à atividade de balanço associada à aproximação do fim de mais um ano, a equipa da Agenda Cultural de Lisboa propõe uma projeção no futuro, destacando 18 eventos que, em 2017, prometem marcar o panorama cultural da capital. Esperamos que o ecletismo destas sugestões pessoais possa servir como guia para as escolhas dos leitores por entre o vasto, variado e rico universo cultural da cidade de Lisboa.
 
ARTES PLÁSTICAS

  • Amadeo de Souza-Cardoso, Porto-Lisboa, 2016-1916
  • É imperdível a exposição que evoca as duas únicas mostras individuais de Amadeo de Souza-Cardoso realizadas em 1916, no Porto e em Lisboa. Vinda do Museu Nacional Soares dos Reis, é comissariada por Raquel Henriques da Silva e Marta Soares e inclui grande parte das obras identificadas a partir dos catálogos originais. Paula Teixeira
  • MUSEU DO CHIADO (MNAC), A PARTIR DE 12 DE JANEIRO
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  • José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno
  • Para Almada Negreiros a modernidade era “uma maneira de ser”. Num vasto conjunto de ramos artísticos espalhou o seu enorme e variado talento, imprimindo em todos eles a marca da rebeldia e da inovação. Esta exposição antológica apresenta um vasto conjunto de obras de uma das figuras centrais do primeiro modernismo português. Luís Almeida D´Eça
  • FUNDAÇÃO C. GULBENKIAN, A PARTIR DE 2 DE FEVEREIRO
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CINEMA

  • São Jorge
  • Aguardo com expectativa o filme que deu a Nuno Lopes o Prémio de Melhor Ator no Festival de Veneza. Depois da colaboração em Alice, Marco Martins volta a escolher o ator para interpretar um homem desempregado que, em desespero, aceita trabalho numa empresa de cobranças difíceis. Um filme que reflete a crise e os problemas sociais que daí advêm. Ana Figueiredo
  • ESTREIA A 9 DE MARÇO
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  • Blade Runner 2049
  • Finalmente e após várias falsas partidas, vem aí a sequela daquele que é, para muitos, o melhor filme de ficção científica de sempre. Passado num futuro distópico, o filme original (1983) é baseado no romance do mestre do género, Philip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep?, publicado em 1968. Ridley Scott será o produtor, cedendo a cadeira da realização a Denis Villeneuve. Especula-se se Harrison Ford vai encerrar também este ciclo, como já o fez com a personagem de Han Solo na Guerra das Estrelas, e desfazer a dúvida se Rick Deckard afinal é ou não, também ele, um Replicant. Já se conhece o elenco e a música original foi entregue ao islandês Johan Johansson, que terá de se bater com o legado da icónica banda sonora de Vangelis. Tomás Collares Pereira
  • ESTREIA PREVISTA EM OUTUBRO 
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CONCERTOS

  • Lambchop
  • Os Lambchop cultivam um som country alternativo de difícil classificação. No novo disco, Flotus, incluem elementos de electrónica e o vocalista Kurt Wagner usa um vocoder que empresta à música da banda uma inesperada beleza. Muito rodados e sempre inquietos, proporcionarão um concerto excelente. Ricardo Gross
  • MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL, 17 DE JANEIRO
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  • The Divine Comedy
  • Seis anos depois, The Divine Comedy regressam a Portugal. Com um concerto em Lisboa, a banda irlandesa vem apresentar o mais recente trabalho, Foreverland. O disco fala sobre “conhecer a tua alma gémea e viver feliz para sempre… e o que vem depois do felizes para sempre”. Desfecho que pretendo ficar a conhecer, no Tivoli. Filipa Santos
  • TEATRO TIVOLI BBVA, 4 DE FEVEREIRO​
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  • Hélène Grimaud
  • Recital em torno do disco conceptual onde o elemento natural “água” é o tema para onde convergem peças de Berio, Takemitsu, Ravel, Albéniz, Liszt, Janácek, Debussy e Brahms. A pianista Hélène Grimaud propõe um recital onde os ecos e os reflexos da música apelam à sensibilidade e consciência do público. RG
  • FUNDAÇÃO C. GULBENKIAN, 1 DE ABRIL
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  • Asif Ali Khan
  • Vou querer descobrir os sons do Paquistão com Asif Ali Khan, representante do qawwali, um género de música devocional sufi com mais de setecentos anos de história, ouvida ainda nos templos e festivais religiosos do Paquistão e da India. Asif Ali Khan faz-se acompanhar por oito músicos que, sentados sobre um tapete persa, criam com a assistência uma ligação única através do ritmo intenso e encantatório. PT
    FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, 9 DE MAIO
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DANÇA

  • iTMOi In the Mind of Igor
  • Em 2017, não quero perder o espetáculo de Akram Khan no Teatro Camões. Esta criação, apresentada em 2013 no âmbito das celebrações dos 100 anos da obra A Sagração da Primavera, imagina, em palco, a forma como Stravinsky concebeu a composição que revolucionou a música para sempre.  PT
  • TEATRO CAMÕES, 23 A 26 DE FEVEREIRO E 2 A 4 DE MARÇO
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LITERATURA

  • Voss de Patrick White
  • A obra de Patrick White (1912-1980), Nobel de Literatura de 1973, possui um caráter épico e uma intensidade visionária. Voss explora a relação do indivíduo com a vastidão da paisagem australiana através da odisseia de um explorador alemão do século XIX que desaparece durante uma expedição ao deserto. White, não editado no nosso país desde os anos de 1970, faz falta aos leitores portugueses. LAE
  • EDITADO PELA E-PRIMATUR
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NOVO CIRCO

  • Varakai
  • Promete ser um dos mais comoventes espetáculos da companhia canadiana Cirque du Soleil . Numa misteriosa floresta no interior de um vulcão, habitada por criaturas, existe um extraordinário mundo; um lugar onde tudo é possível chamado Varekai. Numa homenagem ao espírito nómada, à alma e à arte da tradição do circo, Varekai promete fascinar com a história, danças e figurinos. Ana Rita Vaz
  • MEO ARENA, 5 A 15 DE JANEIRO

ÓPERA

  • Anna Bolena de Gaetano Donizetti
  • Trinta e três anos após as marcantes interpretações de Mara Zampieri e de Fiorenza Cossotto, regressa ao palco do São Carlos a ópera Anna Bolena, de Donizetti. A primeira ópera do “ciclo das três rainhas”, a par de Maria Stuarda e Roberto Devereux, é agora apresentada numa encenação de Graham Vick, com Elena Mosuc no papel titular e Jeniffer Holloway como Jane Seymour. LAE
  • TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS, 4 A 14 DE FEVEREIRO
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​TEATRO

  • O Duelo
  • O regresso de Bernardo Santareno à casa mãe do teatro português é sempre uma boa notícia. Nesta peça, ambientada no Ribatejo, o duelo trava-se entre os trabalhadores dos campos e os senhores da lezíria. A encenação de Miguel Moreira, com nove bailarinos ou atores acompanhados de uma pequena orquestra de câmara, promete não atenuar os elementos rurais da obra, acentuando a vontade de libertação e sonho. LAE
  • TEATRO NACIONAL D. MARIA II, ESTREIA A 2 DE FEVEREIRO
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  • Como Ela Morre
  • Depois de ter percorrido Madame Bovary de Flaubert, Tiago Rodrigues debruça-se sobre Anna Karenina de Tólstoi. Tal como em Bovary, não estaremos perante uma adaptação do romance ao palco. Como Ela Morre é, isso sim, uma reflexão sobre como uma grande “obra de arte” (foi assim que Dostoiévski a definiu) vive perante a tradução para uma outra língua que não a original. Nesta cocriação com alguns dos seus habituais parceiros (Isabel Abreu e Pedro Gil) e com os belgas do tgSTAN, Rodrigues desafia-nos a entender se será possível, caso a versão original se perca, reconstruir o livro através das suas traduções, tendo como partida o desfecho trágico de Anna Karenina. Com ou sem tradução, vamos voltar a falar de Tólstoi e, só por isso, um grande obrigado ao Tiago. Frederico Bernardino
  • TEATRO NACIONAL D. MARIA II, ESTREIA A 9 DE MARÇO
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CRIANÇAS

  • Um mini-museu vivo de memórias do Portugal recente
  • A partir de memórias sobre a ditadura de 1926-1974, a revolução de 25 de Abril e o processo revolucionário 1974-76, o Teatro do Vestido constrói um mini-museu que conta aos jovens a História através do relato de anónimos. Um espetáculo para ver com o meu filho de 11 anos, uma vez que este período da nossa História ocupa uma parte demasiado pequena nos currículos escolares. AF
  • CENTRO CULTURAL DE BELÉM, 16 A 19 DE MARÇO
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  • Disney on Ice: Frozen – O Reino do Gelo
  • O universo Disney nunca desilude. Nem na animação, nem nos espetáculos ao vivo. Não é preciso ter uma filha de cinco anos para perceber o fascínio de Frozen . No próximo Disney on Ice, em vez das tradicionais histórias a passear em patins, haverá apenas uma: o mundo glacial de Elsa e Ana. Uma história capaz de aquecer o coração mais gelado e derreter a bolsa da mãe mais incauta. FS
  • MEO ARENA, 16 A 18 DE MARÇO
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EFEMÉRIDE

  • Centenário da Revolução de Outubro
  • John Reed, o jornalista norte-americano que testemunhou e deu ao prelo o mais conhecido relato dos acontecimentos, considerou a Revolução de Outubro os Dez dias que Abalaram o Mundo (título da sua obra mais famosa a ser reeditada em português, pelas Edições Avante!, em 2017). No ano em que passam cem anos sobre a insurreição dos Bolcheviques, liderados por Lénine, na Rússia, um vasto programa de debates e conferências surge combinado com exposições documentais e de artes plásticas, com espetáculos de música e teatro, lançamentos de livros e sessões de cinema. Para além de dar a novas gerações uma perceção do impacto global nos planos político, social e cultural da Revolução que abriu caminho à primeira experiência socialista na era do capitalismo monopolista e financeiro, a multiplicidade de eventos integrados neste centenário assume-se também como uma alternativa à narrativa histórica imposta desde o colapso da União Soviética. Também por essa razão, esta é uma programação que pretendo seguir atentamente ao longo do próximo ano. FB
  • VÁRIOS LOCAIS, JANEIRO A NOVEMBRO
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O MOMENTO

  • Lisboa 2017 - Capital Ibero-americana de Cultura
  • A união cultural das duas margens do Atlântico far-se-á através de uma programação que cruza o passado e o presente deste universo tão vasto e diversificado. Iniciativa da UCCI – União das Cidades Capitais Ibero-americanas e da Câmara Municipal de Lisboa, através da Direção Municipal de Cultura, EGEAC e Secretaria Geral, e com a participação de inúmeras organizações e agentes culturais da cidade, este evento trará a cerca de quarenta equipamentos culturais e às ruas de Lisboa exposições, concertos, teatro, dança, cinema, colóquios, gastronomia e muita alegria. Marcada para 7 de janeiro, a abertura traz uma exposição e um espetáculo a não perder, que simbolicamente aqui destaco. A primeira inaugura no Padrão dos Descobrimentos e apresenta-nos o mexicano Demián Flores. Intitulada Al final del paraíso, mostra uma obra que frequentemente se cruza com outras áreas artísticas e onde é permanente o diálogo com o contexto sociopolítico da sua terra natal. Nesse mesmo dia, Canções para uma festa reúne no palco do Teatro São Luiz três cantoras do universo ibero-americano que partilham a juventude e a excecionalidade das vozes: a portuguesa Gisela João, a equatoriana Mariela Condo e a panamiana Yomira John. Manuel Veiga
  • VÁRIOS LOCAIS, JANEIRO A DEZEMBRO

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