o bem nas coisas

o bem nas coisas

Ciência
12 jan/17: 18h30

O amor pelas coisas abre o reino da mercadoria. Esse tipo de amor é exibido em todas as direções do espaço público das nossas cidades, basta-nos «abrir os olhos para que todo o espaço entre o nosso corpo e o horizonte seja uma única e infinita exposição de mercadorias». Ou talvez seja o inverso, talvez sejam as mercadorias – entidades misteriosas, como lembrava Marx – que abrem novas possibilidades para a expressão do amor, sendo a publicidade a sua proclamação e o seu conto moral. Só somos, só amamos, porque as coisas determinam já uma possibilidade de ser e de amar. É recolocando a questão das mercadorias, da «reificação bem-sucedida» que cada uma é, que Emanuele Coccia nos traz uma reflexão sobre a relação do mundo contemporâneo com as coisas que se apresentam sob a forma de mercadoria. Poderíamos dizer que, tendencialmente, tudo aparece como mercadoria e que nesta se apresenta a forma moral das nossas sociedades.
 
A partir de elementos diversos da nossa herança cultural, Coccia não nos traz apenas uma perspetiva original sobre o cruzamento entre discurso moral e publicidade: ele consegue renovar o discurso ensaístico contemporâneo, propondo-se escrever a partir de um afastamento daqueles mestres da suspeita que durante décadas regeram o exercício público da inteligência. Trata-se, afinal, de retomar pelo discurso algo que é próprio do bricoleur.

Conferência em inglês, sem tradução, por Emanuele Coccia, Pedro A. H. Paixão, Jorge Leandro Rosa e António Guerreiro.
 

Informações Úteis

Entrada livre
Levantamento da senha de acesso 30 minutos antes da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo por pessoa: 2 senhas

Local

Edifício CGD, Rua Arco do Cego, 50, Piso 1
1000-300 Lisboa

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