ROBERTOS

ROBERTOS

Atelier de construção da marioneta tradicional portuguesa.

Crianças › Artes
12 ago/17
Maiores de 6 anos

Sábado, às 14h30

D. Roberto é descendente da grande família de Polichinelos mas, ao contrário dos seus parentes europeus, não tem um tipo físico determinado, o que justifica a generalização do termo Robertos a todos os fantoches de luva: em Portugal chamam-se Robertos aos fantoches de luva e Roberto é também o protagonista da maioria das suas histórias.

Até meados do século XX, era comum encontrarem-se Robertos e as suas coloridas barracas nas ruas, praças, jardins e praias de todo o país. De carácter essencialmente popular e frequentemente ignorada pela maioria dos historiadores e investigadores das artes teatrais, o repertório do teatro de robertos era composto por textos de tradição oral, de sabor popular, com direito a muito improviso. Novos e velhos, crianças e adultos, acorriam aos primeiros sons agudos da palheta, prontos a deliciarem-se com os episódios cómicos que aqueles bonecos protagonizavam com ritmo e destreza.

No final do século, no entanto, esta forma teatral estava quase esquecida. Foi João Paulo Seara Cardoso, do Teatro de Marionetas do Porto, que primeiro percebeu a necessidade de preservar os Robertos, aprendendo a arte com o marionetista António Dias, ainda em actividade nos anos 80. Hoje, em Portugal, há de novo uma família de bonecreiros que percorrem o país com os seus ‘actores de palmo e meio’, as suas guaritas e a sempre característica voz de palheta.

Informações Úteis

Atelier família | +6 anos| 6,00 (1 adulto + 1 criança) | sujeito a marcação prévia 

Local

Convento das Bernardas, Rua da Esperança, 146
1200-660 Lisboa

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