Amália – A Ressurreição

Amália – A Ressurreição

Artes Fernando Dacosta

Editora: Casa das Letras
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Amália foi, para além da intérprete genial que o mundo aclamou, uma figura dotada de uma prodigiosa inteligência instintiva. Foi a sua espantosa acuidade que a fez vaticinar: “Depois de eu morrer, o Fado vai ressurgir com esplendor, numa espécie de ressurreição”. É inútil esconder que o atual esplendor do fado não existiria sem o legado da cantora (“o futuro que nos deixou sem darmos por ele”), ao qual a nova geração tudo deve. Como declarou o poeta Manuel Alegre, se o fado é Património Imaterial “isso deve -se exclusivamente a Amália”. Este livro, belíssima evocação da vida da artista, narrando encontros, evocando memórias e revelando episódios menos conhecidos, capta com rigor e vibrante espontaneidade uma personalidade profunda e contraditória, movida pela inquietação. É uma obra necessária, porque como escreve Fernando Dacosta: “A morte dos mitos significa a morte da memória, da cultura, do pensamento, daí a necessidade de os ressuscitarmos ciclicamente.”

295 páginas

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