Auto de António

Auto de António

Poesia Manuel Alegre

Editora: Dom Quixote
Data:

O mais recente volume poético de Manuel Alegre, Prémio Camões 2017, é inteiramente dedicado a uma figura algo obscura da História de Portugal: D. António, Prior do Crato, um dos candidatos ao trono português durante a crise sucessória de 1580. Segundo António Borges Coelho, D. António “era o rei do povo miúdo e também do povo médio, dos frades e do baixo clero e de jovens fidalgos que o serviram até ao fim”. Em perfeita sintonia Camilo Castelo Branco, no admirável e justíssimo romance histórico O Senhor dos Paços de Ninães, intitula-o também de “rei do povo”. Manuel Alegre evoca um momento de crise profunda da identidade cultural portuguesa, em que a própria língua estava em causa, e elege esta figura esquecida e mal-amada como representante de um “país dentro de um nome”, símbolo de uma “melancolia que é preciso desterrar”. Escreve o poeta: (…) “Só a sós consigo foi António Rei / quase poder quase tudo quase ninguém / como o país que dentro dele se perdeu”. 

47 páginas

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