A Gorda

A Gorda

Romance Isabela Figueiredo

Editora: Editorial Caminho
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Isabela Figueiredo adverte no início de A Gorda: “todas as personagens, geografias e situações descritas nesta narrativa são mera ficção e pura realidade”. Apetece, por isso, perguntar acerca deste livro: onde começa a ficção e acaba a autobiografia? Maria Luísa, a narradora, é gorda e o corpo define a sua identidade ao longo da obra (“penso como gorda”). Identidade para a qual contribuem também a consciência de retornada e de suburbana, numa procura constante de equilíbrio entre o saudosismo colonial da família e a vocação de esquerda proletária da margem sul. Estas características marcantes não inibem, porém, uma força de carácter que não esmorece, à qual não é alheia a fina ironia, e que lhe permite, apesar de todas as contrariedades, tomar para si a quota de prazer que a vida lhe concede. A autora não inclui Leonard Cohen na lista da “epígrafe sonora” desta obra. Mas podia bem lá estar. Basta lembrar os versos: “And clenching your fist for the ones like us / Who are oppressed by the figures of beauty”.

285 páginas

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